RECONSTRUINDO CIG DE PÁSSARO AUSENTE

24/12/2020

O código de identidade genética – CIG, se tornou uma necessidade na atualidade. No início, o  uso principal era aferição de paternidade ou maternidade,  mas com o passar dos anos, os criadores estão descobrindo  outras utilidades ainda mais importantes para o trabalho de  seleção. Estão aferindo a similaridade, tentam programar uma compatibilidade entre macho e fêmea e alguns até cometem a imprudência de querer vincular determinado alelo a certa característica.

 

Ocorre que o CIG como conhecemos existe há cerca de vinte anos e antes disso muitos excelentes pássaros morreram ou desapareceram sem deixar registrado o seu código genético para estudos. Em alguns casos, é possível reconstruir o CIG de pássaro que não o deixou. Para isso, é preciso contar com CIG de reconhecidos filhos dele (ou dela) e de suas respectivas mães (ou pais).

 

Assim, numa singela e despretensiosa demonstração de como obter o CIG de um pássaro já falecido, passo a reconstruir o CIG do bicudo MARAJÁ, famoso produto do cruzamento entre Piolim e Princesa, criado pelo saudoso Barrinhos, e que deixou filhos, netos e bisnetos famosíssimos, dentre eles, vários campeões, como Pelé, Portento, Van Bommel e tantos outros.

 

Assim, se retirarmos de cada um dos filhos a parte herdada da fêmea-mãe, temos um indicativo do que seria a metade do CIG do MARAJÁ. Depois, respeitando padrões genéticos já citados em outros textos anteriores, como a homozigose aparente e o loco sexual, podemos reunir as informações coletadas em cada tabela e reconstruir o CIG do MARAJÁ. Vejamos abaixo:

 

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Observe-se que aqui ainda restou uma dúvida razoável, aninhada no loco UN38, onde não sabemos se o par do alelo 710 seria o alelo 25 ou o 95. Visando solucionar a questão, vejamos os demais produtos da cruza Piolim e Princesa, irmãos próprios do bicudo em reconstrução:

 

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Com efeito, depreende da planilha acima que NENHUM dos quatro irmãos dele tem o alelo 95, mas TODOS tem o alelo 25 !!! Ainda, a título de curiosidade, o alelo 95, foi inserido nessa linhagem mediante o cruzamento do bicudo GOIANITO, que o transmitiu para seus filhos GOYA e GOIANITA, que foram posteriormente cruzados em produtos de Piolim e Princesa, razão pela qual não é rara a ocorrência deste marcador no loco em exame.

 

Assim como demonstrado acima com o bicudo MARAJÁ, muitos outros podem ser reconstruídos, mapeados e usados de modelos para elaboração de similaridade e/ou compatibilidade genética por criadores que buscam um direcionamento por tal critério. Por derradeiro, cabe dizer, que o laboratório UNIGEN presta tal serviço de reconstrução, com a máxima segurança, inclusive refugando produtos cuja paternidade seja incompatível com o reconstruído, fornecendo laudos e até cartão CIG para o ausente.

 

Rodrigo C S Araújo
Gov. Valadares/MG

 

 

 

 

 

 

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